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Estudo aponta oportunidades na exportação de bens manufaturados para os EUA.


Apesar da participação relevante dos manufaturados na pauta exportadora, o Brasil responde por apenas 1,1% das importações americanas da Redação Brasília – Apesar de os Estados Unidos serem o segundo principal destino das exportações brasileiras -atrás apenas da China- a participação do Brasil na pauta importadora americana ainda é considerada pequena, correspondente a apenas 1,1% das importações totais daquele país.

Em 2022, as exportações brasileiras para o mercado americano totalizaram US$ 37,4 bilhões, enquanto as importações atingiram o montante de US$ 51,3 bilhões. Com isso, tornam-se necessários esforços para a promoção das vendas de produtos manufaturados brasileiros para aquele mercado.

Estas são algumas das principais conclusões do “Perfil País – Estados Unidos” elaborado pela Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos, com uma análise abrangente sobre o comércio bilateral, as perspectivas futuras e a identificação de um total de 931 oportunidades comerciais para produtos brasileiros no mercado americano. Essas oportunidades envolvem as vendas de alimentos, bebidas e agronegócios; casa e construção; economia criativa; máquinas e equipamentos; moda; multissesoriais; saúde; e tecnologia de informação e comunicação, entre outros.

De acordo com o estudo, os EUA representam grandes oportunidades para as exportações brasileiras, especialmente em produtos manufaturados, como motores, aeronaves e móveis de madeira. O documento sublinha ainda que as exportações para os Estados Unidos cresceram quase 7% ao ano, desde 2018, graças à escalada de preços das commodities em nível global.

O levantamento sublinha que (dados de 2021) o Brasil aparece como o décimo-oitavo fornecedor para os Estados Unidos, com uma fatia de apenas 1,1% nesse mercado (contra 1,5% em 2003), enquanto os EUA são o segundo maior exportador para o Brasil, com uma participação de 18% (inferior aos 19,4% registrados em 2003) Destaques da pauta exportadora.

Ao mesmo tempo em que preconiza a necessidade de um maior esforço visando ampliar as exportações de produtos industrializados, o estudo mostra os dez principais grupos exportados pelo Brasil para os americanos em 2022. São eles óleos brutos de petróleo (US$ 5,049 bilhões); produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (US$ 4,505 bilhões); aeronaves e outros equipamentos, incluindo partes (US$ 2,156 bilhões); ferro-gusa (US$ 1,971 bilhão); café não torrado (US$ 1,713 bilhão); instalações e equipamentos de engenharia civil (US$ 1,179 bilhão); celulose (US$ 1,169 bilhão); madeira (US$ 1,108 bilhão); cal, cimento e materiais de construção (US$ 745 milhões); sucos de frutas ou de vegetais (US$ 675 milhões); e outros (US$ 17,160 bilhões).

A participação brasileira no abastecimento do mercado americano fica atrás de países como o México e Canadá, signatários de um acordo de livre comércio com os Estados Unidos, e da China, maior fornecedor global de bens. O Brasil lidera em exportações de produtos semiacabados de ferro ou aço e é o quinto principal exportador de aeronaves e outros equipamentos.

Exportações americanas a crise energética mundial provocada pela guerra na Ucrânia contribuiu para um forte aumento nas importações brasileiras de commodities como óleos combustíveis, gás natural, petróleo e carvão e os Estados Unidos figuraram entre os principais fornecedores desses produtos ao Brasil.

A pauta exportadora americana é liderada pelos óleos combustíveis (US$ 12,800 bilhões) e seguida por motores e máquinas não elétricos (US$ 4,219 bilhões); gás natural (US$ 3,170 bilhões); óleos brutos de petróleo (US$ 3,0001 bilhões); carvão (US$ 1,751 bilhão); adubos ou fertilizantes químicos (US$ 1,641 bilhão); aeronaves e outros equipamentos (US$ 1,212 bilhão); polímeros de etileno (US$ 1,161 bilhão); elementos químicos inorgânicos (US$ 1,047 bilhão); e outros US$ 20,072 bilhões).

Todos os principais grupos de produtos importados pelo Brasil dos EUA apresentaram crescimento entre 2018 e 2022, especialmente gás natura, petróleo, adubos e fertilizantes, diretamente impactados pela invasão russa da Ucrânia e a decorrente escalada de preços em produtos ofertados por esses dois países oportunidades comerciais.

O estudo identificou um total de 931 oportunidades comerciais para as exportações brasileiras, a grande maioria delas envolvendo produtos de alto valor agregado, todos eles contando hoje com baixa participação das indústrias nacionais.

No setor de máquinas e equipamentos de transportes foram identificados 154 produtos, dos quais os americanos importam cerca de US$ 167 bilhões (participação brasileira de 3,1% desse total).

Em artigos manufaturados diversos, um mercado potencial de US$ 106 bilhões, foram listados 299 produtos nos quais o Brasil responde por 7,9% do mercado americano.

Na área de combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados, identificou 10 produtos em um mercado da ordem de US$ 203 bilhões, no qual a participação brasileira é de apenas 2,3%.

Finalmente, no setor de produtos alimentícios e animais vivos, um mercado com importações de US$ 46 bilhões, o Brasil tem uma participação de 8,5% e pode aumentá-la ampliando as exportações dos 136 produtos identificados pelo estudo.
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